Pequena e média empresa – 3 aspectos importantes de controle de gastos


Olá Pessoal, Tudo em ordem por ai? … Hoje vamos falar de 3 aspectos importantes de controle de gastos de pequena e média empresa, que daqui pra frente vamos chamar de PME. Sem mais delongas, vou dar uma breve introdução do que penso sobre este assunto e falamos destes pontos ok?

Muitos tem o sonho de abrir uma empresa, e se tonar um grande empreendedor, mas existem pontos importantes a serem  observados.

A gestão financeira da empresa é algo de suma importância, então, mesmo que você seja o tipo de empreendedor que é alucinado pelo seu trabalho e adora toda a operacionalização da sua empresa e a parte burocrática tem muito pouco interesse, este não deve estar na sua lista de desinteresse. Na Verdade, é imprescindível que você passe pelo menos sua primeira hora do dia definindo estes passos, você terá o resto do dia com seus e-mails e tarefas importantes, fazendo isso, terá tranquilidade de se debruçar sobre a sua empresa sem a correria de resolver uma pendência financeira perto das 16hs (hora que as agências bancárias fecham). Além de ter os pensamentos calmos e de início do dia para pensar com clareza, afinal de contas como diz o ditado “dinheiro não leva desaforo” um erro pode não ter volta.

Dito isso, vamos aos tópicos!

1 – Tenha absoluto controle:
Sim, bata os centavos, não deixe nada escapar… Organize, classifique (vamos falar mais) e mantenha as vistas.
Ser organizado é fundamental, pois são tantas as situações que ocorrem durante o dia na empresa que é fácil nós perdermos em meio a tantas coisas, portanto é essencial que tenhamos tudo organizado, a dica que dou aqui neste tópico, conte com um sistema informatizado, existem muitas opções gratuitas ou com o custo muito baixo, o que torna a operacionalização muito mais fácil e toma muito pouco tempo, vamos manter tudo organizado por data, sim, data, pois finanças são prazos e fluxos, tudo é organizado de maneira cronológica.
Após isso, vamos a Classificação, este ponto é importante, pois nos diz onde está indo o dinheiro, saber o caminho é muito importante para qualquer empresa, além de usarmos ele mais para frente. É imprescindível que consigamos entender e classificar nossas despesas e receitas de maneira correta, sendo água, luz, aluguel, salários, despesas com a operação, marketing consultores e etc. Podemos ter um plano de contas financeiro extenso ou enxuto, mas o importante é ele puder identificar dentro da sua operação quais estão sendo os gargalos. Como por exemplo, um gasto excessivo com aluguel, consumindo mais de 20% da receita.
Isso tudo deve estar a sua vista, fica complicado você ter esta informação após 6 meses.

2 – Tenha um orçamento:

O ideal é não gastar mais do que tem, e nem ter pagamentos a longo prazo.
Ok, estamos no Brasil, um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, mas aqui tudo é caro! É complicado no começo de nosso negócio não termos “aquela” ajudinha do capital de giro, empréstimos e cartões de crédito que os bancos oferecem a tachinhas baixas (caras pra burro) de 6% a.m. em média (+ um monte de coisas nas prestações como TAC, seguros, IOF e etc). Ok, quem nunca passou nada em 10 x no cartão que atire a primeira pedra… Se puder evitar, evite. Se for inevitável, temos que ter tudo isso na ponta do lápis (ou do sistema), compormos um orçamento, definirmos quanto de receita a empresa irá gastar com determinada despesa, seja em porcentagem ou em valor, algumas coisas simplesmente não podemos escolher, elas são diretamente proporcionais ao faturamento ou produção por exemplo, tal como exemplo embalagens, quanto mais eu produzo ou vendo, mais eu gasto com embalagens. A ideia é não termos mais despesas do que receita, com o orçamento você define limite de gastos para muitas situações, sabe o quanto de prestação de um financiamento você suporta e os valores médios de custo fixo e variável que tem a operação da sua empresa.

3 – Trabalhe com seu dinheiro.

Poxa, mas o que isso tem a ver com controle de gastos da minha empresa?
A Resposta é simples, experimente ficar preso em um limite de conta bancária e verá o que é ver dinheiro escoar pelo ralo de maneira extremamente rápida.
Trabalhar com seu dinheiro é uma das mais gratificantes experiências que tive, pois você não fica na mão de ninguém, tem tempo de resolver problemas que podem atrapalhar seu fluxo de caixa. Por exemplo, se você tem seu próprio capital de giro, que garanta sua operação por algum tempo (eu sempre sugiro 3 meses, ou seja, 3 x a sua despesa total) uma inadimplência te atrapalha, mas não te derruba ou toma seu limite na conta bancária te forçando a pagar altas taxas de juros. Puxa mas eu não tenho essa sobra ou não consigo isso a curto prazo e já estou enroscado com banco, o que eu faço? Pois bem, pegue o capital de giro do banco! Mas não torre, pague as dívidas caras e fique com boa parte aplicada, pague as prestações (levando em consideração o tópico anterior ta?) e assim que terminar terá sua empresa com o capital de giro e nunca mais dependa de banco ou de adimplência de clientes.

Bom pessoal, por hora acredito que isso já te dê um start para a atenção e austeridade em tempos tão difíceis, assim sua empresa se mantém competitiva e organizada.

Espero que tenham gostado e até uma próxima.

Somos um escritório de Contabilidade em São Bernardo, mas atendemos as necessidades de todas as regiões e todos tipos de empresa.

Thiago Rodrigues